Andy Earl tem sido chamado o ‘Fotógrafo preferido do Rock’. Madonna, Paul McCartney, Johnny Cash, Morrissey e Robbie Williams são apenas alguns dos nomes famosos que pousaram para a sua objectiva. Aqui, Andy fala com a You Connect sobre a Canon, sobre como fotografar com a nova IXUS e EOS 1D Mark III e propõe algumas sugestões sobre a maneira de obter retratos espectaculares.

A You Connect conversou com o famoso fotógrafo Andy Earls sobre IXUS, EOS 1D Mark III e sobre a maneira de obter o retrato perfeito.

Quando começou a utilizar a Canon?

Acabou de fazer as fotografias de promoção dos novos modelos EOS 1D Mark III e IXUS. De onde lhe veio a inspiração?

Ao contrário do que acontece com muitos fotógrafos, os seus retratos não têm um estilo standard. São muito diversificados. De que modo planeia uma fotografia?

Você é mais conhecido pelos seus retratos de pessoas famosas, sobretudo músicos. Como é que consegue que eles tenham sempre um aspecto tão descontraído?

O que é que acha de pedir um sorriso à pessoa que está a fotografar?

O que é preciso para obter um retrato realmente espectacular?

Quando começou a utilizar a Canon?

Tal como muitos profissionais, fui absolutamente anti-digital durante a maior parte da minha carreira e utilizei a película em todos os meus trabalhos. Tudo isso mudou quando a Canon lançou a EOS-1Ds – era tão perfeita e poderosa e, no entanto, tão fácil de utilizar que, no espaço de um ano, mudei completamente e aderi, sem reservas, à tecnologia digital. A minha relação de trabalho com a Canon começou há um ano atrás, quando pediram a minha colaboração no lançamento da EOS 30D.

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Acabou de fazer as fotografias de promoção dos novos modelos EOS 1D Mark III e IXUS. De onde lhe veio a inspiração?

Bom, os novos modelos IXUS dão-nos uma sensação de clássico muito forte. A primeira IXUS tem um design verdadeiramente clássico e, em certa medida, inspirou o design destes novos modelos. Como tal, inspirei-me em alguns fotógrafos clássicos de arte a preto e branco, que trabalharam entre os anos 40 e 70 do Século passado: nomes como Andreas Feininger, Bill Brandt, Ralph Gibson. Tal como a diferença existente entre a IXUS original e a Digital IXUS 75 e 70, não são cópias dos originais, mas inspiram-se nesses nomes.

A EOS 1D Mark III é uma câmara desportiva e é a mais rápida e poderosa do mercado, como tal, utilizar um carro de Fórmula 1 – o mais rápido e poderoso nas corridas de automóveis – era a escolha óbvia. A única dificuldade era encontrar um carro sem publicidade afixada! O carro utilizado é um Ferrari vermelho pintado a prateado para a fotografia.

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Ao contrário do que acontece com muitos fotógrafos, os seus retratos não têm um estilo standard. São muito diversificados. De que modo planeia uma fotografia?

Acho que seria muito fastidioso fazer a mesma coisa, vezes sem conta! Isso incentiva-me a fazer novas experiências: para mim, tudo se resume em experimentar algo de diferente.

É essencial “manter as antenas no ar” quando se está a fotografar. Por exemplo, eu estava a tirar uma fotografia a uma banda chamada The Bravery no exterior de um café de motoqueiros e um Hell’s Angel ali perto estava a arrancar a sua mota e a fazer uma grande fumarada com o pneu traseiro. Pedi-lhe que estacionasse fora do plano da fotografia e o enchesse de fumo; nada foi planeado, mas o efeito obtido foi fantástico. Aí temos um exemplo clássico de um acidente feliz. Grande parte do trabalho de fotografia tem a ver com procurar estas situações.

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Você é mais conhecido pelos seus retratos de pessoas famosas, sobretudo músicos. Como é que consegue que eles tenham sempre um aspecto tão descontraído?

O que é engraçado é que, normalmente, quanto maior é a estrela, mais fácil é trabalhar com ela – estão tão habituados a ser fotografados que ficam naturalmente relaxados em frente à câmara. Com os mais nervosos, é melhor ir conversando durante o trabalho Depois de ter uma ideia bem definida do tipo de imagem que me interessa captar, vou conversando sobre isso à medida que vou fotografando. Isso faz com que a pessoa se sinta parte do processo, o que aumenta a sua e a minha confiança.

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O que é que acha de pedir um sorriso à pessoa que está a fotografar?

Bom, detesto quando todos têm um aspecto mal-humorado – acontece muito com bandas – mas também não há nada pior do que tirar uma fotografia com toda a gente a fazer um enorme sorriso forçado. Fica tudo com um aspecto muito falso. A melhor coisa a fazer é pedir às pessoas que sorriam e depois relaxem; quando estiverem bem descontraídos, tire a fotografia. O que acontece é que os músculos utilizados no sorriso aquecem, o que resulta numa fotografia muito mais calorosa e natural.

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O que é preciso para obter um retrato realmente espectacular?

Sabe como é quando folheia uma revista e vê uma fotografia de alguém que parece saltar para fora da página? Uma fotografia que o faz voltar atrás nas páginas para a ver de novo? É essa qualidade indefinível. Podemos dizer que isso se deve a uma excelente composição ou à expressão da pessoa ou a qualquer outra coisa. Mas é espantoso verifcar como são raras as vezes em que se encontra uma fotografia assim.

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